7 dicas para escolher a sua mala de viagem perfeita

A escolha da mala é sempre uma das primeiras grandes indecisões do viajante. Com rodas, sem rodas, grande, pequena, mais cara, mais barata, são tantos os fatores que normalmente o viajante não sabe o que deve escolher.

Pois bem, aconselho em primeiro lugar a pensar qual o tipo de viagem que deseja fazer mais frequentemente e apostar numa mala duradoura (mesmo que um pouco mais cara) que se adeque melhor às necessidades desse tipo de viagem.

Vou dar-lhe um exemplo, se pretende viajar em estilo mais luxuoso, não vai comprar um “backpack”! Ou se vai viajar tipo backpacker, não vai comprar uma mala rígida de quatro rodas! É importante que a escolha da mala seja adequada ao estilo de viagem que pretende.

Aqui estão 7 fatores que o vão ajudar a decidir:

1- Tamanho e peso

É o mais importante. Ver as restrições das companhias aéreas com que se prevê viajar. Optar pelos tamanhos que dêem para as companhias que restringem mais.

Quanto ao peso, quanto mais leve for a mala, melhor, assim terá maior margem de peso para os conteúdos. Se comprar uma mala rígida, tente comprar de polipropileno, que é uma mala mais leve. As malas flexíveis normalmente são mais leves, mas atenção ao material, tentar comprar sempre malas com material de qualidade.

2-Rodas

Sem rodas

As malas sem rodas tem a vantagem de serem normalmente bastante mais leves, muito usadas por backpackers, mas tem a desvantagem de por vezes ser um pouco cansativo transportar sempre toda a bagagem às costas, especialmente em viagens mais longas, como por exemplo uma volta ao mundo, como foi a minha.

Com duas rodas

Estas malas são as mais frequentes, tem a vantagem de facilitar bastante o transporte quer em pisos mais lisos, quer em pisos mais incertos. Outra vantagem é as rodas estarem protegidas pelo corpo da mala, evitando mais a degradação das rodas.

Com 4 rodas

Esta é a mala cujo transporte exige menos esforço físico, permitindo que vire a mala em qualquer direção. A desvantagem é que estas rodas, por terem uma disposição mais saliente, ocupam mais espaço e degradam-se mais facilmente.

3-Material da mala

Semi-rígida ou mole – mais leves, resistem melhor aos choques e são mais adaptáveis. Atenção que o material deve ser muito resistente, lavável e de preferência à prova de água.

Rigida é mais resistente e protege melhor o conteúdo da mala. Mas o espaço não é ajustável.

4- Aspecto exterior da mala

Se optar por uma mala mais colorida e com padrões, é mais fácil de localizar na esteira e difícil de ser confundida e trocada.

Optando por uma cor mais clássica é importante marcar a mala com uma fita, autocolante ou outra marca bem visível para ser facilmente identificável.

5- Preço

Apesar de não ser necessário comprar uma mala de luxo, de valores exagerados, é importante por vezes gastar um pouco mais em prol de material de qualidade.

6- Garantia

Verificar bem as condições de garantia da mala antes de a comprar. Existem malas com condições de garantia bem vantajosas.

7-Extras e acessórios

  • Alça telescópica

Verifique se o ajuste é adequado a si, se tranca em várias posições de extensão.

  • Alças laterais e de topo da mala

Muito importante verificar a sua resistência, pois facilitam bastante o transporte da mala.

  • Capacidade de expansão do corpo da mala

As malas com este extra tem um fecho a meio que quando aberto permite aumentar a capacidade da mala, por vezes muito útil.

  • Bolsos e compartimentos

Muito úteis a nível de organização da mala, especialmente os pertences mais pequenos.

  • Fechaduras

É sempre um aumento de segurança, mas caso não tenha, não esquecer o cadeado.

  • Material à prova de àgua

É uma grande vantagem se a mala tiver um tratamento à prova de água. Senão é importante ter uma capa para proteger em situações de chuva.

  • Fitas interiores ajustáveis

Essencial para manter o conteúdo da mala ajustado, fixo e seguro.

Vou dar-vos agora  a minha experiência pessoal.

 Para a minha volta ao mundo durante 9 meses, com cenários completamente imprevisíveis e diversificados, optei por uma mala flexível de material robusto, de duas rodas, uma pega telescópica extensível e com alças para usar às costas tipo backpacker.

Acabou por se revelar uma decisão acertada, pois em terrenos mais acidentados, colocava a mala às costas e seguia caminho, e noutras vezes, o facto de ter rodas ajudou-me bastante a aliviar o peso das costas e viajar mais confortavelmente.

Durante a viagem acabei por comprar uma mochila mais pequena para trazer às costas, que me foi bastante útil quando deixava a mala maior nos hosteis e partia à aventura.

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